domingo, 16 de agosto de 2009

Fernando Collor de Mello - O imortal sem livro

Do blog do Anselmo Raposo

Autor de um único livro, que ainda nem foi publicado, o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) será o próximo ocupante de uma cadeira na Academia Alagoana de Letras e entrará para o grupo de imortais, ao lado de historiadores e literários. Famoso por seus discursos áridos no plenário do Senado e pelo poder de oratória, o ex-presidente da República tem o apoio de quase todos os integrantes da entidade e tornou-se candidato único à sucessão da cadeira 20, ocupada pelo falecido poeta e defensor da cultura alagoana Ib Gatto.A eleição de Collor deve acontecer nesta quinta-feira. Para justificar a escolha, que deve ser feita por unanimidade, os integrantes da academia ressaltam o talento como orador e a atuação do parlamentar à frente do grupo de comunicação Arnon de Mello, que Collor herdou do pai. Para tornar-se candidato, o ex-presidente apresentou à entidade coletânea dos discursos e artigos sobre os mais variados temas. Também mostrou esboço dolivro que escreve há anos sobre sua versão do impeachment. O livro, intitulado A crônica de um golpe, está em fase final de produção. Em plenário, o senador já anunciou que pretende lançá-lo em breve. A Academia Alagoana de Letras é presidida pelo médico Milton Ênio, defensor da escolha do senador para os imortais. Ênio é amigo da família Collor há quase 30 anos. Outro entusiasta da eleição de Collor é o ex-secretário de Saúde José Medeiros. "Ele apresentou tudo que era preciso. Achávamos que poderia haver outros candidatos, mas ninguém se inscreveu", comenta. Mas alguns poetas e autores ficaram irritados com a escolha. O Correio/Diario conversou com dois deles, que preferiram não se identificar. Ambos são da Universidade Federal de Alagoas, criticam a falta de critérios e dizem que não se candidataram porque a eleição de Collor era tida como certa. Graciliano Ramos deve estar revirando no tumulo.

Empreiteiras pagam apartamentos da família Sarney em São Paulo

Há três décadas, a família Sarney tem como endereço em São Paulo o edifício Solar de Vila América, situado na Alameda Franca, nos Jardins. Até 2006, era um apartamento apenas. Hoje, além do apartamento número 82, comprado em 1979, a família tem a sua disposição outras duas unidades. Os apartamentos 22 e 32 foram comprados há três anos. São usados pelos Sarney, mas estão registrados em nome de uma empreiteira, que cuidou da negociação e pagou os imóveis.A empreiteira é a Aracati Construções, Assessoria e Consultoria Ltda., cujo dono é o empresário Rogério Frota de Araújo, amigo dos filhos do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). De acordo com os registros da empresa na Receita Federal, a Aracati - cuja razão social foi formalmente alterada para Holdenn Construções, Assessoria e Consultoria - tem hoje como principal nicho de negócio o setor elétrico, área do governo federal em que Sarney exerce influência. Há dois anos, a empresa começou a atuar em projetos de construção de usinas termoelétricas.Num dos apartamentos, o 22, mora um neto do presidente do Senado, Gabriel José Cordeiro Sarney, filho do deputado Zequinha Sarney (PV-MA). O outro apartamento, o 32, costuma abrigar assessores e convidados dos Sarney, mas também hospeda a família. Em junho passado, por exemplo, foi utilizado pelo próprio senador , em viagem a São Paulo para acompanhar a recuperação da filha, Roseana, operada para correção um aneurisma cerebral.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O Fator Marina Silva e os Cenários para 2010

Do blog do Balaio do Kotscho
Pois é, amigos, quando tudo caminhava para uma eleição plebiscitária em 2010, com um candidato do governo (Dilma) e outro da oposição (Serra), em mais um Fla X Flu entre petistas e tucanos, como vem se repetindo desde 1994, eis que surge um fato novo, o fator Marina Silva.

A esta altura do campeonato, não sei se ela já trocou o seu PT cansado de guerra pelo PV de Zequinha Sarney, mas tudo indica que minha velha amiga Marina, a santa guerreira dos seringais, o fará mais dia menos dia para ser candidata a presidente da República.

Com sua biografia pessoal e política inatacável, flor rara no brejo em que se transformou o Senado brasileiro, Marina tem a trajetória mais parecida com a do presidente Lula entre quaisquer candidatos possíveis à sua sucessão.

Como ele, saiu da pobreza mais pobre dos fundões do Brasil e foi à luta, ajudando a criar o primeiro partido político brasileiro verdadeiramente nascido das bases populares. Deu muito murro em ponta de faca até chegar ao Senado, antes de exercer por seis anos o cargo de Ministra do Meio Ambiente do governo Lula, de onde saiu muito magoada.

Reúne na sua figura singular todos os méritos e direitos para disputar a Presidência da República. Antes de tomar uma decisão definitiva, porém, convem que ela dê uma olhada cuidadosa na biografia dos dirigentes verdes que lhe fizeram o convite para se candidatar à sucessão de Lula.

O mais animado deles, Alfredo Sirkis, vice-presidente nacional do PV, conhecido surfista da política carioca, saiu da luta armada e rodou em busca de um lugar ao sol, até cair nos braços de Cesar Maia, o ex-prefeito e blogueiro carioca de quem foi secretário com muito gosto, e que não chega a ser um símbolo da modernidade sustentável.

Na Câmara Federal, o partido é liderado por Zequinha Sarney, do PV do Maranhão, herdeiro político do pai, aquele mesmo que Marina quer ver afastado da presidência do Senado pelo conjunto da obra. Em Brasília, o PV integra a base aliada do governo federal.

Mas, em São Paulo, o presidente nacional do PV, o obscuro vereador paulistano José Luiz Penna, faz parte da base de apoio demo-tucana do esquema Serra-Kassab.

Com este time, convenhamos, fica difícil imaginar uma campanha presidencial para valer, que não seja apenas uma linha auxiliar dos que se opõem à candidatura Dilma Roussef, a ungida pelo presidente Lula para disputar a sua sucessão.

Se Marina Silva resolver mesmo ser candidata pelo PV, abrindo o leque de candidaturas, é natural que outros nomes se animem a entrar na disputa, como meu amigo Ciro Gomes, do PSB, que ainda não definiu seu caminho em 2010.

No começo do ano, escrevi aqui mesmo no Balaio que tudo caminhava para uma disputa entre apenas dois candidatos, Serra e Dilma, na primeira eleição presidencial sem Lula desde a redemocratização do país.

Agora, está tudo novamente em aberto, já que dificilmente qualquer cenário político resiste a mais de seis meses num período pré-eleitoral, faltando tanto tempo para o dia das eleições _ e não apenas pela possível entrada de Marina Silva na disputa.

Nas últimas semanas, a própria candidatura de José Serra, o favorito nas pesquisas, já não era dada como tão definitiva. Enquanto Aécio Neves não abre caminho e declara seu apoio a ele, Serra não pode sair por aí apresentando-se como candidato do PSDB, e já se fala até numa possível candidatura à reeleição em São Paulo.

É sempre bom lembrar que, apenas um ano antes das eleições presidenciais de 1989 e 1994, Collor e FHC, os dois que acabaram ganhando, nem sabiam se seriam candidatos.

Só nos resta esperar pelas próximas pesquisas, que, aliás, estão estranhamente demoradas, para ver aonde se encaixa uma possível candidatura de Marina Silva e a quantas anda a popularidade presidencial, que é vital para as possibilidades de Dilma Roussef.

O que estaria pensando a população diante deste cenário conturbado pela interminável crise do Senado, o apoio de Lula a Sarney, CPI da Petrobras, acusações da ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, à ministra Dilma Roussef, denúncias de corrupção no Metrô de São Paulo, transtornos causados pela gripe suína, e tudo mais?

Pela amostra dos comentários enviados por leitores/eleitores, não só ao Balaio, mas a todos os espaços abertos pela internet, o povo anda muito bravo, indignado com os políticos em geral _ e é preciso ver quem ganha e quem perde com este sentimento negativo num clima de baixo astral, faltando pouco menos de 15 meses para as eleições gerais.

Se o caro leitor/eleitor fosse consultado pelos pesquisadores, o que responderia a eles?

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Duque arquiva ação do PMDB contra tucano Virgílio


Todo ser humano, mesmo um reles suplente de suplente, tem a sua dose de mistério.

Como camelo que passa pelo fundo da agulha, Paulo Duque surpreendeu.

O presidente do Conselho de (a)Ética arquivou a ação contra Arthur Virgílio.

Uma representação alardeada por Renan Calheiros, o ventríloquo de Duque.

O soldado de Renan portou-se na contramão do insinuado.

Dizia que a ação contra Virgílio era mais “consistente” do que as que alvejaram Sarney.

Por quê? Virgílio confessara os malfeitos, dizia Paulo Duque, ecoando Renan.

Realçava-se o fato de o líder tucano ter admitido em plenário:

1. Que autorizara um assessor a estudar na Espanha sem privá-lo do salário;

2. Que recebera de Agaciel Maia empréstimo de R$ 10 mil. “Doação”, no dizer de Renan.

3. Que sua mãe beneficiara-se de verbas de saúde de R$ 780 mil providas pelo Senado, contra um limite de R$ 30 mil.

Súbito, para surpresa geral, Paulo Duque brinda Virgílio com o mesmo tratamento que dispensara a Sarney.

Isso tudo num instante em que se encontram penduradas nas manchetes notícias sobre a costura de um grande acordo no Senado.

Dono da vontade de Duque, Renan já deu mostras de que não está em Brasília a passeio.

O líder do PMDB é um tipo peculiar de político. Recorre a todos os estratagemas para atingir os seus subterfúgios.

Assim, mesmo os brasileiros que não entendem xongas de política farejam um quê de politicagem no gesto do suplente Paulo, o duque de Renan.

Minoria com complexo de maioria ou o partido do Jatinho


Por Paulo Henrique Amorim (Conversa Afiada)

. O debate desta quinta feira no Senado foi especialmente esclarecedor.
. Por que o PSDB, segundo Renan Calheiros, é “a maioria com complexo de maioria “?
. Porque os tucanos – em que o peso de São Paulo é predominante – pensam que são melhores que os outros.
. Porque os tucanos – e subsidiariamente sua linha auxiliar, os Demos – são mais ricos.
. E terceiro, porque os Demo-tucanos controlam o PiG (*).
. Isso deu a eles a sensação de maioria, especialmente porque o Presidente da República foi um metalúrgico – e é nordestino !
. A percepção de que controlar o PiG (*) resolvia o problema começa a se esfacelar.
. E não só porque a Internet e os blogs adquiriram a relevância que tem no Brasil.
. Em boa parte por causa da falencia do PiG (*). Mas, também , porque houve uma super-utilização do poder do PiG (*).
. Em todo país do mundo, o jornal vai atrás da denúncia do parlamentar.
. O jornal cobre o parlamentar.
. No Brasil, como a oposição não tem o que dizer.
. O PiG (*) manda no parlamentar (de oposição).
. É patética a cena do senador Arthur “caso de psiquiatra” Virgilio, no jornal nacional, a compulsar meia dúzia de recortes do PiG (*) para subir à tribuna com argumentos, no mínimo, velhos …
. No Brasil, o PiG (*) começa a esgotar sua capaciade de condicionar o debate publico e gerar crises, como disse o profesor Wanderley Guilherme dos Santas.
. Tanto assim, que o presiente do Conselho de Ética, Paulo Duque avisou que reportagem do PiG (*) não é prova contra o Sarney.
. Começa a chegar ao fim a capacidade de o PiG (*) chantagear o país com crises que ele proprio fabrica e que os demo-tucanos dão vida política no Congresso (especialmente no Senado).
. Os demo-tucanos se viciaram em PiG (*).
. O PiG (*) se viciou em demo-tucanos.
. E os dois precisam de se recolher a uma clínica de reabilitação.
. Provavelmente uma clínica geriátrica…
. O que restou do salutar debate no Senado foi a confissão do Senador Tasso Jereissati de que tem jatinho porque pode.
. Tenho porque posso.
. Foi o momento “Silvio Berlusconi” dele.
. A exibição da riqueza da forma mais escrachada.
. Como se fosse um atributo de Deus.
. Não se tem notícia de que Nelson Rockefeller, um dos mais destacados homens públicos americanos – e uma das maiores fortunas construídas no século XX – , ou seu sobrinho, hoje no Senado, jamais tenha dito: tenho porque posso.
. E Rockefeller não era dono um jatinho.
. Era dono de vários, porque possuía uma empresa de aviação comercial (além de alguns poços de petróleo…).

. Nelson até brincava em comícios, quando sugeriam que ele gastasse dinheiro do próprio bolso em alguma campanha – era um pão-duro.

. Ele dizia: quem você pensa que eu sou ? Um Rockefeller ?

. John Kerry é casado com uma das herdeiras mais ricas dos Estados Unidos.
. Fez uma campanha presidencial, apanhou de George Bush, foi acusado de “esquerdóide” -e jamais se vangloriou de ser rico.
. Tasso Jereissati pode ter muito mais do que um jatinho.
. Ele é dono de metade do Ceará.
. E de múltiplos instrumentos do PiG (*) local.
. Só falta, pelo jeito, uma coisa ao Tasso Jereissati:
. Pudor.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Marina candidata é factóide

Mesmo com a alternativa Marina Silva, agora colocada no tabuleiro das eleições presidenciais, confirma-se o que já se anunciava quando apenas Serra e Dilma eram candidatos quase declarados. Em termos de modelo econômico, ainda não há no horizonte dos/as postulantes à Presidência qualquer um/a que defenda algo diferente do sistema econômico primário-exportador que sempre caracterizou a inserção subordinada da economia brasileira no sistema mundo.

Marina terminou seu ministeriado concordando com causas que inicialmente rejeitava com veemência – como a convivência entre soja transgênica e não transgênica, a transposição do São Francisco e as usinas no rio Madeira - e, a rigor, só ganhou a projeção que tem por ser herdeira simbólica de Chico Mendes e não por defender uma alternativa ecologicamente viável para o País em seu todo.

Nesse contexto, a esquisita candidatura Marina pelo Partido Verde legenda que ora se liga ao ex-prefeito do Rio César Maia, ora ocupa o Ministério da Cultura no governo lulista - é apenas mais do mesmo, embora com toques de dignidade pessoal da postulante. Porém, na prática, Marina candidata a presidenta é apenas o primeiro grande factóide de 2010. Faz muito bem à até aqui incerta estratégia política da candidatura Dilma, à qual se aliaria, sem qualquer dúvida, em um eventual segundo turno contra Serra, e não constitui um polo de alternativas para o País.

Ou alguém imagina que Marina no PV, sem qualquer estrutura partidária nem movimento social que lhe sustente, conseguiria vencer Dilma e Serra, dois candidatos muito bem alicerçados, respectivamente, na máquina do governo federal e no capital industrial e financeiro sediado em São Paulo?
Mais: alguém poderia supor que, se realmente conseguisse levar no primeiro turno os tais 14% de votos que o PV diz que ela tem, Marina fecharia não com Dilma, candidata do partido que a acreana ajudou a fundar, mas com o tucano Serra? A não ser que uma tsunami nos atinja, em um segundo turno, Marina carrearia votos para Dilma, com quem teve divergências somente de procedimento e não de conteúdo.

Só para ficar em três exemplos da convergência entre as visões "ecologicamente sustentáveis" de Marina e obreirista de Dilma:

1. Como Ministra do Meio Ambiente, Marina nunca admitiu o óbvio: as usinas Jirau e Santo Antônio, que estão barrando o rio Madeira (RO), são inviáveis do ponto de vista legal e ecológico e dispensáveis do ponto de vista energético. São caríssimas e jogam o BNDES, seu principal financiador, em um enorme risco político. Contra Dilma e Lula, Marina apenas defendeu o rito legal para concessão das licenças ambientais, que acabaram sendo emitidas após a presidência do Ibama ter desconsiderado a posição em contrário dos técnicos do próprio órgão. A ex-Ministra nunca abordou publicamente os problemas estruturais dos projetos nem os danos que eles já estão causando à toda bacia do Madeira e aos milhares de ribeirinhos que ali residem há décadas;

2. Antes uma fervorosa opositora da transposição do rio São Francisco, obra com a qual Lula quer marcar seu bimandato, Marina passou a defender a obra faraônica em público, mesmo na presença de ambientalistas e membros dos movimentos sociais que em tese seriam seus aliados na luta contra a o desvio das águas;

3. Finda sua passagem pelo governo, em 2008, passou a considerar tecnicamente possível a convivência entre soja transgênica e não transgênica, o que contraria as ponderações sobre a mais absoluta incerteza científica quanto à segurança de commodities geneticamente modificadas. Como senadora, ela própria usou esses argumentos no Projeto de Lei 216/1999, de sua autoria, que propõe cinco anos de moratória para os transgênicos no Brasil.

Uma candidatura para não vencer, como essa, apenas traria ganhos a seus propositores. Primeiro, para Marina, que perdeu espaço na política interna do PT nacional e acreano; e para o PV, que talvez levasse mais um ministério. Mas, o Brasil, que deveria estar no centro das atenções de qualquer candidatura, permaneceria rigorosamente do mesmo jeito que está.

Carlos Tautz é jornalista

terça-feira, 21 de julho de 2009

VOLTEI

Estou de volta e cheio de ideias para informar os leitores do meu blog, desde ja peço desculpas pela demora na postagem de coisas novas, pois estava descançando um pouquinho e me desligando do mundo.
Mas a partir de agora o armandoraposonews.blogspot.com receberá uma repaginada em seu conteudo e em sua maneira de informar, como dicas de sites, de blogs interessantes, downloads, temas adultos e muito mais, você nao irá se arrepender de ter acessado o armandoraposonews, esse blog feito por um jovem que tem a cabeça voltada para o futuro, sem esquecer de informar os presentes.

Abraço
Armando Raposo, este humilde graduando de radio/tv da UFMA que espera muito da vida