terça-feira, 18 de agosto de 2009

Ivete Sangalo vai virar desenho animado


A cantora Ivete Sangalo vai virar desenho animado. A baiana estará no cinema com o filme "Ivete Stellar e a Pedra da Luz, que é uma animação em 3D. O filme vai contar a luta de uma cantora contra um imperador do mal. O objetivo é recuperar a alegria no mundo.

O filme terá 80 minutos e é dirigido por Renato Barreto. Ainda não existe data para o lançamento do longa.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

CASTELO sete meses sem nada - avalia PCdoB

Em abril deste ano o PCdoB lançou o documento “Cem Dias Sem Nada”, analisando o governo de João Castelo. Infelizmente, passados agora sete meses, podemos reafirmar que “constata-se de um modo geral a deterioração dos serviços essenciais, a absoluta falta de transparência, uma imensa paralisia da máquina pública e a completa inexistência de um projeto de gestão para a cidade. 2. E isso tudo a despeito de contar com recursos suficientes”;

Nós do PCdoB amamos São Luís e queremos ver nossa cidade melhor. Temos o democrático direito de exercer nosso papel de oposição, mas nunca fazemos isso torcendo pelo pior. Ao contrário, somos otimistas e por isso, ainda em abril, dissemos: - “o PCdoB conclama publicamente o prefeito João Castelo a sair da paralisia e da irresponsabilidade.”

3. Nosso partido, através do deputado federal Flávio Dino, propôs ao prefeito uma parceria colocando à disposição emendas parlamentares no valor de R $ 1 milhão e 600 mil reais para este ano e mais R$ 1 milhão e 600 mil para ano que vem, recursos que deveriam ser utilizados para a construção de quatro Praças da Juventude em nossa cidade. Mas o Prefeito não trabalha nem quando recebe propostas de parcerias com garantia de recursos. Até agora nem sequer respondeu os ofícios encaminhados propondo a parceria.

4. É com tristeza que vemos nossa cidade, que é Patrimônio da Humanidade, Capital Brasileira da Cultura, sendo castigada pelo desgoverno de quem fez muitas promessas na campanha e se dizia com experiência para governar. Cadê as obras prometidas? Onde foi parar a promessa do Hospital do Angelim? Cadê o fardamento gratuito? Onde está o leite gratuito para as crianças? E o transporte gratuito aos domingos? E os computadores de graça? Cadê o Bom Preço? Onde é que se vê a tão propalada experiência de João Castelo? Nada.

5. Além de não cumprir as promessas e de não cuidar do básico que a cidade precisa, o prefeito João Castelo não presta contas dos recursos que recebe, não age com transparência e ainda por cima mente para a população anunciando como sendo suas as realizações do governo do Presidente Lula em São Luis, como foi no caso da ampliação do Bolsa Família para mais 22 mil famílias e na construção de um restaurante popular, que já deveria ter sido concluído;

6. Os buracos estão por toda parte; a coleta do lixo e limpeza das ruas são irregulares em vários pontos da cidade; a saúde que já era precária se deteriora ainda mais e atinge o caos; as políticas de atenção a criança e ao adolescente sofrem com a contenção de recursos; o transporte público piora a cada dia, aumentando o desconforto e sofrimento para milhares de pessoas; os gastos dos recursos públicos são feitos sem licitação; enfim, em todas as áreas a administração pública de São Luís o que se vê é desorganização e inoperância;

7. João Castelo inchou a máquina com novos cargos comissionados e aumentou as despesas, impedindo um reajuste maior para os servidores municipais e deixando de fora desse reajuste os aposentados e pensionistas. O prefeito também extinguiu a Coliseu, deixando na insegurança e sob ameaça de desemprego milhares de pais de família, além de colocar a cidade a mercê dos interesses das empresas privadas que atuam na área a custos altíssimos para o município. Mostrando que governa apenas com um grupinho, Castelo brigou e demitiu a vice-prefeita Helena Duailibe, que tanto o ajudou a ganhar a eleição;

8. São Luís tem pressa, todos sabemos. Mas o prefeito está paralisado, sem ação, sem iniciativa. Está vindo aí a Refinaria da Petrobrás, com forte impacto para São Luís, e o que o prefeito faz? Nada! Os demais municípios da Ilha e de toda a região discutem a metropolização, mas o prefeito de São Luís nem mesmo comparece às reuniões. Há recursos nas contas da Prefeitura oriundas do Banco Mundial e de outros organismos de financiamento, mas os projetos estão quase completamente paralisados ou até desativados;

9. O prefeito não dialoga com a cidade, não respeita os vereadores nem as instâncias de participação popular como os conselhos, não ouve o empresariado, enfim, não LIDERA a cidade para que ela alcance uma situação de bem estar para seu povo;

10. Em face disso tudo conclamamos mais uma vez o prefeito João Castelo a dizer a que veio; a mostrar serviço; a exercer o comando da Prefeitura; a dialogar com a cidade; a revelar o que está sendo feito com os recursos do município; a respeitar nossa cidade e nosso povo. Sr João Castelo, chega de inoperância, descaso e irresponsabilidade. São Luís merece e exige respeito!

Comitê Municipal do PCdoB/São Luís

domingo, 16 de agosto de 2009

Fernando Collor de Mello - O imortal sem livro

Do blog do Anselmo Raposo

Autor de um único livro, que ainda nem foi publicado, o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) será o próximo ocupante de uma cadeira na Academia Alagoana de Letras e entrará para o grupo de imortais, ao lado de historiadores e literários. Famoso por seus discursos áridos no plenário do Senado e pelo poder de oratória, o ex-presidente da República tem o apoio de quase todos os integrantes da entidade e tornou-se candidato único à sucessão da cadeira 20, ocupada pelo falecido poeta e defensor da cultura alagoana Ib Gatto.A eleição de Collor deve acontecer nesta quinta-feira. Para justificar a escolha, que deve ser feita por unanimidade, os integrantes da academia ressaltam o talento como orador e a atuação do parlamentar à frente do grupo de comunicação Arnon de Mello, que Collor herdou do pai. Para tornar-se candidato, o ex-presidente apresentou à entidade coletânea dos discursos e artigos sobre os mais variados temas. Também mostrou esboço dolivro que escreve há anos sobre sua versão do impeachment. O livro, intitulado A crônica de um golpe, está em fase final de produção. Em plenário, o senador já anunciou que pretende lançá-lo em breve. A Academia Alagoana de Letras é presidida pelo médico Milton Ênio, defensor da escolha do senador para os imortais. Ênio é amigo da família Collor há quase 30 anos. Outro entusiasta da eleição de Collor é o ex-secretário de Saúde José Medeiros. "Ele apresentou tudo que era preciso. Achávamos que poderia haver outros candidatos, mas ninguém se inscreveu", comenta. Mas alguns poetas e autores ficaram irritados com a escolha. O Correio/Diario conversou com dois deles, que preferiram não se identificar. Ambos são da Universidade Federal de Alagoas, criticam a falta de critérios e dizem que não se candidataram porque a eleição de Collor era tida como certa. Graciliano Ramos deve estar revirando no tumulo.

Empreiteiras pagam apartamentos da família Sarney em São Paulo

Há três décadas, a família Sarney tem como endereço em São Paulo o edifício Solar de Vila América, situado na Alameda Franca, nos Jardins. Até 2006, era um apartamento apenas. Hoje, além do apartamento número 82, comprado em 1979, a família tem a sua disposição outras duas unidades. Os apartamentos 22 e 32 foram comprados há três anos. São usados pelos Sarney, mas estão registrados em nome de uma empreiteira, que cuidou da negociação e pagou os imóveis.A empreiteira é a Aracati Construções, Assessoria e Consultoria Ltda., cujo dono é o empresário Rogério Frota de Araújo, amigo dos filhos do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). De acordo com os registros da empresa na Receita Federal, a Aracati - cuja razão social foi formalmente alterada para Holdenn Construções, Assessoria e Consultoria - tem hoje como principal nicho de negócio o setor elétrico, área do governo federal em que Sarney exerce influência. Há dois anos, a empresa começou a atuar em projetos de construção de usinas termoelétricas.Num dos apartamentos, o 22, mora um neto do presidente do Senado, Gabriel José Cordeiro Sarney, filho do deputado Zequinha Sarney (PV-MA). O outro apartamento, o 32, costuma abrigar assessores e convidados dos Sarney, mas também hospeda a família. Em junho passado, por exemplo, foi utilizado pelo próprio senador , em viagem a São Paulo para acompanhar a recuperação da filha, Roseana, operada para correção um aneurisma cerebral.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O Fator Marina Silva e os Cenários para 2010

Do blog do Balaio do Kotscho
Pois é, amigos, quando tudo caminhava para uma eleição plebiscitária em 2010, com um candidato do governo (Dilma) e outro da oposição (Serra), em mais um Fla X Flu entre petistas e tucanos, como vem se repetindo desde 1994, eis que surge um fato novo, o fator Marina Silva.

A esta altura do campeonato, não sei se ela já trocou o seu PT cansado de guerra pelo PV de Zequinha Sarney, mas tudo indica que minha velha amiga Marina, a santa guerreira dos seringais, o fará mais dia menos dia para ser candidata a presidente da República.

Com sua biografia pessoal e política inatacável, flor rara no brejo em que se transformou o Senado brasileiro, Marina tem a trajetória mais parecida com a do presidente Lula entre quaisquer candidatos possíveis à sua sucessão.

Como ele, saiu da pobreza mais pobre dos fundões do Brasil e foi à luta, ajudando a criar o primeiro partido político brasileiro verdadeiramente nascido das bases populares. Deu muito murro em ponta de faca até chegar ao Senado, antes de exercer por seis anos o cargo de Ministra do Meio Ambiente do governo Lula, de onde saiu muito magoada.

Reúne na sua figura singular todos os méritos e direitos para disputar a Presidência da República. Antes de tomar uma decisão definitiva, porém, convem que ela dê uma olhada cuidadosa na biografia dos dirigentes verdes que lhe fizeram o convite para se candidatar à sucessão de Lula.

O mais animado deles, Alfredo Sirkis, vice-presidente nacional do PV, conhecido surfista da política carioca, saiu da luta armada e rodou em busca de um lugar ao sol, até cair nos braços de Cesar Maia, o ex-prefeito e blogueiro carioca de quem foi secretário com muito gosto, e que não chega a ser um símbolo da modernidade sustentável.

Na Câmara Federal, o partido é liderado por Zequinha Sarney, do PV do Maranhão, herdeiro político do pai, aquele mesmo que Marina quer ver afastado da presidência do Senado pelo conjunto da obra. Em Brasília, o PV integra a base aliada do governo federal.

Mas, em São Paulo, o presidente nacional do PV, o obscuro vereador paulistano José Luiz Penna, faz parte da base de apoio demo-tucana do esquema Serra-Kassab.

Com este time, convenhamos, fica difícil imaginar uma campanha presidencial para valer, que não seja apenas uma linha auxiliar dos que se opõem à candidatura Dilma Roussef, a ungida pelo presidente Lula para disputar a sua sucessão.

Se Marina Silva resolver mesmo ser candidata pelo PV, abrindo o leque de candidaturas, é natural que outros nomes se animem a entrar na disputa, como meu amigo Ciro Gomes, do PSB, que ainda não definiu seu caminho em 2010.

No começo do ano, escrevi aqui mesmo no Balaio que tudo caminhava para uma disputa entre apenas dois candidatos, Serra e Dilma, na primeira eleição presidencial sem Lula desde a redemocratização do país.

Agora, está tudo novamente em aberto, já que dificilmente qualquer cenário político resiste a mais de seis meses num período pré-eleitoral, faltando tanto tempo para o dia das eleições _ e não apenas pela possível entrada de Marina Silva na disputa.

Nas últimas semanas, a própria candidatura de José Serra, o favorito nas pesquisas, já não era dada como tão definitiva. Enquanto Aécio Neves não abre caminho e declara seu apoio a ele, Serra não pode sair por aí apresentando-se como candidato do PSDB, e já se fala até numa possível candidatura à reeleição em São Paulo.

É sempre bom lembrar que, apenas um ano antes das eleições presidenciais de 1989 e 1994, Collor e FHC, os dois que acabaram ganhando, nem sabiam se seriam candidatos.

Só nos resta esperar pelas próximas pesquisas, que, aliás, estão estranhamente demoradas, para ver aonde se encaixa uma possível candidatura de Marina Silva e a quantas anda a popularidade presidencial, que é vital para as possibilidades de Dilma Roussef.

O que estaria pensando a população diante deste cenário conturbado pela interminável crise do Senado, o apoio de Lula a Sarney, CPI da Petrobras, acusações da ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, à ministra Dilma Roussef, denúncias de corrupção no Metrô de São Paulo, transtornos causados pela gripe suína, e tudo mais?

Pela amostra dos comentários enviados por leitores/eleitores, não só ao Balaio, mas a todos os espaços abertos pela internet, o povo anda muito bravo, indignado com os políticos em geral _ e é preciso ver quem ganha e quem perde com este sentimento negativo num clima de baixo astral, faltando pouco menos de 15 meses para as eleições gerais.

Se o caro leitor/eleitor fosse consultado pelos pesquisadores, o que responderia a eles?

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Duque arquiva ação do PMDB contra tucano Virgílio


Todo ser humano, mesmo um reles suplente de suplente, tem a sua dose de mistério.

Como camelo que passa pelo fundo da agulha, Paulo Duque surpreendeu.

O presidente do Conselho de (a)Ética arquivou a ação contra Arthur Virgílio.

Uma representação alardeada por Renan Calheiros, o ventríloquo de Duque.

O soldado de Renan portou-se na contramão do insinuado.

Dizia que a ação contra Virgílio era mais “consistente” do que as que alvejaram Sarney.

Por quê? Virgílio confessara os malfeitos, dizia Paulo Duque, ecoando Renan.

Realçava-se o fato de o líder tucano ter admitido em plenário:

1. Que autorizara um assessor a estudar na Espanha sem privá-lo do salário;

2. Que recebera de Agaciel Maia empréstimo de R$ 10 mil. “Doação”, no dizer de Renan.

3. Que sua mãe beneficiara-se de verbas de saúde de R$ 780 mil providas pelo Senado, contra um limite de R$ 30 mil.

Súbito, para surpresa geral, Paulo Duque brinda Virgílio com o mesmo tratamento que dispensara a Sarney.

Isso tudo num instante em que se encontram penduradas nas manchetes notícias sobre a costura de um grande acordo no Senado.

Dono da vontade de Duque, Renan já deu mostras de que não está em Brasília a passeio.

O líder do PMDB é um tipo peculiar de político. Recorre a todos os estratagemas para atingir os seus subterfúgios.

Assim, mesmo os brasileiros que não entendem xongas de política farejam um quê de politicagem no gesto do suplente Paulo, o duque de Renan.

Minoria com complexo de maioria ou o partido do Jatinho


Por Paulo Henrique Amorim (Conversa Afiada)

. O debate desta quinta feira no Senado foi especialmente esclarecedor.
. Por que o PSDB, segundo Renan Calheiros, é “a maioria com complexo de maioria “?
. Porque os tucanos – em que o peso de São Paulo é predominante – pensam que são melhores que os outros.
. Porque os tucanos – e subsidiariamente sua linha auxiliar, os Demos – são mais ricos.
. E terceiro, porque os Demo-tucanos controlam o PiG (*).
. Isso deu a eles a sensação de maioria, especialmente porque o Presidente da República foi um metalúrgico – e é nordestino !
. A percepção de que controlar o PiG (*) resolvia o problema começa a se esfacelar.
. E não só porque a Internet e os blogs adquiriram a relevância que tem no Brasil.
. Em boa parte por causa da falencia do PiG (*). Mas, também , porque houve uma super-utilização do poder do PiG (*).
. Em todo país do mundo, o jornal vai atrás da denúncia do parlamentar.
. O jornal cobre o parlamentar.
. No Brasil, como a oposição não tem o que dizer.
. O PiG (*) manda no parlamentar (de oposição).
. É patética a cena do senador Arthur “caso de psiquiatra” Virgilio, no jornal nacional, a compulsar meia dúzia de recortes do PiG (*) para subir à tribuna com argumentos, no mínimo, velhos …
. No Brasil, o PiG (*) começa a esgotar sua capaciade de condicionar o debate publico e gerar crises, como disse o profesor Wanderley Guilherme dos Santas.
. Tanto assim, que o presiente do Conselho de Ética, Paulo Duque avisou que reportagem do PiG (*) não é prova contra o Sarney.
. Começa a chegar ao fim a capacidade de o PiG (*) chantagear o país com crises que ele proprio fabrica e que os demo-tucanos dão vida política no Congresso (especialmente no Senado).
. Os demo-tucanos se viciaram em PiG (*).
. O PiG (*) se viciou em demo-tucanos.
. E os dois precisam de se recolher a uma clínica de reabilitação.
. Provavelmente uma clínica geriátrica…
. O que restou do salutar debate no Senado foi a confissão do Senador Tasso Jereissati de que tem jatinho porque pode.
. Tenho porque posso.
. Foi o momento “Silvio Berlusconi” dele.
. A exibição da riqueza da forma mais escrachada.
. Como se fosse um atributo de Deus.
. Não se tem notícia de que Nelson Rockefeller, um dos mais destacados homens públicos americanos – e uma das maiores fortunas construídas no século XX – , ou seu sobrinho, hoje no Senado, jamais tenha dito: tenho porque posso.
. E Rockefeller não era dono um jatinho.
. Era dono de vários, porque possuía uma empresa de aviação comercial (além de alguns poços de petróleo…).

. Nelson até brincava em comícios, quando sugeriam que ele gastasse dinheiro do próprio bolso em alguma campanha – era um pão-duro.

. Ele dizia: quem você pensa que eu sou ? Um Rockefeller ?

. John Kerry é casado com uma das herdeiras mais ricas dos Estados Unidos.
. Fez uma campanha presidencial, apanhou de George Bush, foi acusado de “esquerdóide” -e jamais se vangloriou de ser rico.
. Tasso Jereissati pode ter muito mais do que um jatinho.
. Ele é dono de metade do Ceará.
. E de múltiplos instrumentos do PiG (*) local.
. Só falta, pelo jeito, uma coisa ao Tasso Jereissati:
. Pudor.